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Oito alimentos que não são o que parecem e podem prejudicar a saúde e a dieta



Oito alimentos que não são o que parecem e podem prejudicar a saúde e a dieta


Cereja, chocolate, suco, pão integral, estas opções e outras três podem não ser o que você imagina

Você sabia que alguns alimentos são modificados pela indústria alimentícia para baratear o seu custo? Porém, muitas vezes o consumidor desconhece quais são essas alterações. Por exemplo: Você sabia que a cereja em caldas pode ser chuchu? E que o delicioso chocolate pode ser outro doce?

Listamos oito alimentos que não são exatamente o que parecem, explicamos se há problemas no consumo da versão "impostora" e, para que você não troque gato por lebre, explicamos como descobrir quais os ingredientes que realmente compõe estas comidas.


• Cereja por chuchu

Fique atento quando for consumir cerejas em calda, algumas vezes o alimento pode ser bolinhas de chuchu embebidas em groselha ao invés da fruta. "Isto é feito para baratear os custos, em média a cereja pode custar cerca de R$ 45,00 e o chuchu R$ 2,00 o quilo", conta a nutricionista Rita Novais, especializada em nutrição clínica e Vigilância Sanitária de Alimentos.

A cereja é mais saudável por ser rica em antocianinas, que possuem ação antioxidante, e em fibras, que contribuem para melhorar o trânsito intestinal. "A substituição pelo chuchu não é interessante para a saúde devido à quantidade de açúcar e corantes que leva em sua preparação", explica a nutricionista clínica Keli Coutinho.

Para não se confundir na hora da compra é importante checar a embalagem, pois vender um produto informando que é outra coisa é ilegal e pode dar até um ano de detenção e multa de 3 milhões de reais.

Caso não seja possível ver o rótulo, note o aspecto do alimento. "Observe se a suposta cereja tem caroço, se for do tipo sem caroço, cheque se as bolinhas têm a concavidade em que ficava a semente", orienta Novais.

Além da cereja natural, outros substitutos saudáveis para o alimento são as frutas vermelhas no geral. Isto porque, assim como a cereja, elas contam com propriedades antioxidantes e são ricas em selênio, que faz parte da estrutura de mais de 20 diferentes proteínas que têm como algumas funções proteção contra o estresse oxidativo e regulação de ação de hormônio tireoidianos. Estes alimentos também possuem vitaminas C, que melhora a imunidade e previne doenças cardiovasculares, e E, que tem ação antioxidante e assim combatem os radicais livres.


• Pipoca na manteiga por pipoca no óleo de soja

Algumas pipocas, inclusive as oferecidas no cinema, embora tenham cheirinho de manteiga, são feitas com óleo de soja com aromatizante artificial. Porém, a boa notícia é que esta troca é positiva. "A pipoca feita com óleo de soja tem 55 calorias em uma xícara, enquanto a estourada com manteiga conta com 100 calorias na mesma quantidade. O óleo ainda é livre de colesterol e de gorduras trans e possui as gorduras saudáveis, monoinsaturadas e poli-insaturadas, e vitamina E", conta Novais.

Uma opção saudável é preparar a pipoca na panela com apenas um fio de óleo vegetal, preferencialmente de linhaça ou de canola, e pouco sal. "O alimento é rico em fibras e substâncias antioxidantes que podem prevenir até alguns tipos de câncer", conta Coutinho. Evite a pipoca de micro-ondas que é rica em gorduras trans, cujo consumo excessivo aumenta os níveis do colesterol ruim, LDL, e diminui o bom, HDL.


• Suco por néctar ou refresco

O suco que você consome pode ser néctar ou refresco. A diferença é que o néctar conta com no mínimo 30 de polpa ou suco de fruta, enquanto o refresco possui entre 0,02 a 30 de polpa ou suco de fruta. Para ser considerado suco, a bebida deve ter ao menos metade da sua composição de frutas.

As versões do suco em pó, que normalmente são os refrescos, ou em caixinha, que costumam ser o néctar, devem ser evitadas. "Geralmente, além de não conter suco de fruta suficiente para ser considerado tal, estas bebidas ainda são ricas em açúcar, corantes, conservantes e em sódio", observa Coutinho. Este último pode causar o aumento da pressão arterial quando consumido em excesso.

Estas bebidas especificam nas embalagens se são néctar, refresco ou suco. A melhor opção para o consumo é o suco natural, pois a utilização integral da fruta proporciona vitaminas, minerais e fibras. "Caso o natural não esteja disponível, opte pela polpa, que nada mais é do que a polpa da fruta embalada e congelada. Os sucos concentrados também podem ser consumidos de vez em quando, existem marcas que possuem quantidades de aditivos bem menores do que outras", diz Novais.


• Chocolate por bombom

Para que o alimento seja considerado chocolate ao leite ele precisa ter pelo menos 25 de cacau. "Quando o alimento não atinge esta porcentagem ele é considerado um bombom", explica a nutricionista Antônia Maria de Aquino, gerente de produtos especiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Portanto, fique atento ao rótulo do produto.

O cacau proporciona uma série de benefícios para a saúde. "Este nutriente protege o coração, reduz os níveis de pressão arterial, previne diabetes, melhora o humor e as defesas do organismo", conta Coutinho. Para conseguir todos esses benefícios é importante ingerir o chocolate amargo com pelo menos 70 de cacau.

Os alimentos com baixas concentrações do cacau não conseguem proporcionar os benefícios mencionados. "Além disso, tratam-se de doces ricos em gorduras e açúcar não oferecendo nenhum ponto positivo para a saúde", nota Novais.


• Pão e biscoito integral pelas versões comuns

Ainda não há uma regulamentação sobre a quantidade mínima de farinha integral que precisa ser adicionada em pães e bolachas para que eles sejam considerados integrais. "Assim, o que existe hoje é que os alimentos podem ser denominados integral com uma porcentagem mínima de farinha integral ou fibra de trigo. No momento em que formos rever esta resolução vamos avaliar essa questão e estabelecer uma porcentagem mínima", conta a nutricionista Antônia Maria de Aquino, gerente de produtos especiais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

É importante ressaltar que pães, massas, bolos e bolachas não podem ser elaborados somente com a farinha integral, pois a preparação fica dura. Por isso, misturar as farinhas é o usual, o problema é quando o alimento passa a ser composto com grandes quantidades da versão refinada.

As farinhas integrais contêm nutrientes como a vitamina E e vitaminas do complexo B, que ajudam o nosso corpo na captação de energia nas células, principalmente ao auxiliar no metabolismo do oxigênio e da glicose, as principais fontes de combustível celular. Elas também contam com minerais como o selênio, zinco, nutriente necessário para a ação de várias enzimas, ferro, que atua no transporte de oxigênio no organismo e previne problemas como anemia, dor de cabeça e cansaço, magnésio, que atua no sistema nervoso combatendo o estresse, e fósforo, que age no metabolismo auxiliando na ativação das vitaminas do complexo B.

Por todos esses benefícios, as melhores opções para a saúde são sempre os pães e bolachas elaborados com altas concentrações de farinha integral ao invés da versão comum.


• Iogurte grego por iogurte com espessantes

O iogurte grego original passa por diversos processos de filtração que resultam em um produto com maior quantidade de proteína e pouca gordura. No entanto, algumas versões industrializadas podem adicionar espessantes para deixar o alimento mais cremoso. "O problema são as opções que além dos espessantes, tem muito açúcar, creme de leite e leite integral, estes dois últimos tornam o produto rico em gorduras saturadas, que são prejudiciais à saúde", conta a nutricionista clínica Keli Coutinho. Porém, o consumo de alimentos lácteos é importante para a saúde, pois eles são boas fontes de cálcio, nutriente necessário para a manutenção de ossos e dentes. "Sugiro incluir na dieta o iogurte e a coalhada desnatados acrescidos de frutas picadas, granolas ou muesli", diz Coutinho.


• Kani kama com siri por kani kama com peixe

Neste caso, trata-se de um fato que boa parte dos consumidores desconhecem. O Kani kama não é feito com a carne do siri. Na realidade, o alimento é elaborado com carne de peixe processada na qual é adicionado um aromatizante e um corante que imitam o sabor e a cor do siri.

Esta preparação pode não ser interessante para a saúde. "O produto contém vários aditivos, entre eles corante cochinilha, açúcar e/ou adoçante, sal, polifosfato de sódio e glutamato monossódico, que segundo a Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, quando ingerido em altas doses pode causar problemas como: fraqueza, perda de sensibilidade, formigamento, sonolência, pressão facial ou sensação de sufocamento, dor no peito ou dificuldade respiratória, cefaleia, náusea e palpitação cardíaca", alerta Coutinho.

Portanto, quando estiver em um restaurante japonês invista nos sashimis de peixes como o salmão e o atum, ambos ricos em ômega 3, que contribui para a diminuição dos níveis de colesterol ruim, LDL, previne problemas cardíacos e derrame e melhora o aporte de nutrientes e oxigênio para o cérebro.



Fonte: Minha Vida



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