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Não adianta lavar esponja velha: as piores bactérias continuam lá



Publicado no fim do mês passado na revista Nature, um estudo realizado por várias universidades alemãs veio mudar os hábitos de muitas pessoas na cozinha. Isso porque, se todo mundo já sabe que as esponjas acumulam muitas, mas MUITAS bactérias dentro de si, agora foi cientificamente comprovado que não adianta lavá-las para se livrar dos riscos à saúde e à limpeza: os micróbios continuam lá.

Não, nem mesmo métodos amplamente divulgados como o uso do micro-ondas ou de água fervente para limpar o aparato são úteis nesta situação. De acordo com o estudo, aliás, quando fazemos isso nós só contribuímos para que as bactérias mais resistentes – e mais potencialmente relacionadas a doenças – continuem lá, firmes e fortes. Dá para acreditar?

Em entrevista ao New York Times, um dos pesquisadores responsáveis, Markus Egert, microbiólogo da Universidade de Furtwangen, conta ser improvável que existam outros ambientes com uma população tão densa de bactérias quanto as esponjas. Pois é!

No meio desta pequena população, geralmente está uma bactéria ligada a doenças infecciosas, chamada Moraxella osloensis. Ela costuma viver na pele humana, mas encontra nas esponjas sujas um ambiente propício para sobreviver. Ela também é responsável por fazer com que as esponjas (e, às vezes, até mesmo a louça) fique com um cheirinho ruim. Ninguém merece, gente…

Portanto, a conclusão dos pesquisadores alemães é de que, ao invés de procurarmos métodos de limpeza de nossas esponjas, passemos a substituí-las semanalmente. Melhor não arriscar e seguir as orientações da ciência, não é mesmo?

FONTE: MDE Mulher



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